quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Os 30 e poucos

Dizem que cada idade tem sua crise... E eu meus senhores, assim como tudo nessa minha vida, vivo elas intensamente!

A tal dos 30 e poucos bateu, bateu não, veio dando porrada, intensa, tipo lutadora de MMA.

Nunca fui de ficar parada vendo a vida passar, sempre precisei me mexer. Ficar quieta realmente é algo que não combina comigo, dá nervosinho, sabe?

Então tô eu aqui, sentada e pensando pqp (sim, eu falo muito palavrão e depois dos 30 já devia ter parado com isso...) o que vai ser da minha vida cacete? Tô fazendo a coisa certa? No lugar certo?

Um amigo meu uma vez me disse: "Alguém um dia inventou que tudo tem que ser pra sempre...". E não é? E aí vc se pega pensando no que realmente vale à pena levar pra sempre? E tem coisa que vale, e se vale, mas outras? Tem outras que já deviam ter sido deixadas pra trás faz tempo...

É, fase meio confusa da vida... Tão confusa que eu vou ali beber e terminar esse post outro dia...

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Não, não pode ser Pepsi!

É aquela clássica. Você pediu Coca.

Pediu Coca porque é o que você gosta, o que quer, o que está com vontade, mas não tem. Aí o garçon vira pra você e pergunta: pode ser Pepsi?
Você sem pensar, e já que é mais fácil mesmo, não tem Coca que é o que eu quero, vou fazer o que? Responde sem titubear: tá pode ser, né? Mas pode mesmo?
Não deveria! Você não quer a Pepsi, não tava com a mínima vontade de tomar aquilo, pra falar a verdade você nem gosta de Pepsi, mas é o que tem ali pra você. Tá na sua mão e no final das contas você tem que beber alguma coisa...
O ponto é: você tem mesmo que beber alguma coisa? Ou colocaram na sua cabeça que você tem? Ou você mesmo não vai conseguir ficar sem beber nada?
Mas aí eu te pergunto, por que refrigerante? Já parou pra pensar que no fundo você tem um monte de bebidas à sua escolha, mas como chegou ali focado em tomar um refrigerante, quando não tem o que você quer, acaba partindo pra outro, similar, mas não era O que você queria, então você aceita o que tá na sua mão?
Sinto te informar, mas você está se enganando. Pode até ser que aquela Pepsi te dê a saciada inicial que você procurava, mas como não era o que você queria sabe o que vai acontecer? Vc vai ter perdido a oportunidade de tomar algo gosta e vai continuar na vontade...
Mas e se não tem? Se não tem o que você quer, não vá partir para a primeira coisa que te oferecem! Parta para a primeira coisa que VOCÊ gosta, você tem o poder da escolha de tomar aquilo que quer! Até porque se você ficou com a Pepsi, na sua próxima pedida vai querer voltar pra Coca, porque é o que você no fundo sempre quis!
Então, se não tem Coca, não aceite o que te oferecerem por ser mais fácil, por já conhecer o gosto e o efeito! Pede o cardápio, olha com calma, com vontade e vápra aquela escolha que você sabe que no fundo vai te dar muito mais prazer e te fazer muito melhor!
As escolhas na vida são assim, a gente acaba perdendo um tempo enorme e que não volta (como sempre digo, boooora que a vida tá passando!!!!) porque aceita as primeiras coisas que aparecem fáceis e de bandeja! Faz isso não, você não é uma pessoa de Pepsi...
Na próxima, se não tem Coca, pede um Spritz!

Fica a trilha para esse post: The age of worry - John Mayer - https://www.youtube.com/watch?v=foyHJly4qe8

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Hate the player not the game

Voltando à uma das fases mais maneiras da minha vida (sim, os 20 e poucos), eu lembro de um bar que tinha essa frase na parede e de um amigo que dizia que as pessoas me odiavam toda vez que a gente chegava nesse bar...
Sim, eu sempre me amarrei em jogar, batia no peito com orgulho pra dizer que achava maneiro um joguinho.
Não de forma escrota (mas que acabava sendo), sempre achei irado o frio na barriga, acho que meu jogo sempre foi pra de uma certa maneira sentir isso. A surpresa das reações, o fazer esperar, ter que esperar... Isso tudo sempre me deixou de uma forma, empolgada.
Óbvio que sofria com a dor da espera, do jogo de volta, mas assim mesmo gostava, achava a coisa empolgante, mais emocionante eu diria.
Como boa sagitariana eu sempre gostei de aventuras, do incerto, do que causa um certo medo e acho que isso explica muito o tal do me amarrar em joguinho, em dificultar o que seria fácil.

Aí vc passa dos 30... Amigo, vc passa dos 30 e sua vida é outra parada. Se ninguém te disse isso e você ainda não passou, eu sinto muito te informar que é por aí: a bagaça muda!
Tudo muda! Você começa mesmo é perceber que a vida tá passando e que o que você menos quer é dificultar o que seria fácil, porque você não tem mais tanto tempo a perder. Cada minuto te vale muito e o que você mais quer é usar cada minuto que você tem muito intensamente, com muita vontade e acaba mesmo achando o tal do joguinho uma puta babaquice de quem tem tempo a perder, a jogar fora...
Olha pra trás e pensa que jogar foi bobagem, que na verdade teria aproveitado muito mais se tivesse sido direto, bem direto ao ponto com as coisas que você tava afim de fazer. Principalmente suas loucuras...
E aí quando encontra no meio desses 30 e poucos alguém como você lá pelos 20 e poucos, a vontade é segurar pelo ombro e soltar: cara, para de palhaçada que a vida tá passando e você tá perdendo tempo.

Uma amiga esses dias veio me mostrar a mensagem que mandou pra um carinha que dizia: "Tudo bem com você? Então, vou direto ao ponto. A gente tem uma puta química, sempre é bom se pegar e eu tô precisando de uma amizade colorida. Sexo mesmo, ponto. E aí?".
Cara a menina virou minha ídola! Right on, mandou na lata, sem medo de ser feliz! E o cara? Ele também virou, porque certamente pensa que nem eu e soltou: "Quando te encontro?".

Gente, a vida é isso. Sem mimimi, sem joguinho, porque a parada tá passando.
Apenas parem com saporra de hj não vou mandar mensagem, não vou procurar, apesar de querer, porque você tem medo do que vão pensar. Foda-se (aaaaah o foda-se) o que vão pensar! Se joga mermo cara!

Você vai fazer escolhas meio loucas? Vai ter atitudes meio loucas? Sem dúvida, mas te digo logo: o louco é bom e também te dá um puta frio na barriga!~

O que posso te garantir é que se o joguinho dos lá dos 20 e poucos era empolgante, o se jogar dos 30 e poucos é muito, muito mais!

terça-feira, 5 de abril de 2016

A regra da calcinha velha é clara

Sua mãe sempre te disse: "Não anda com calcinha velha por aí! Vai que você sofre um acidente na rua!". Com o tempo você percebe que na verdade a calcinha velha e o acidente têm toda uma metáfora por trás...

Quando você é criança não tá nem aí se a calcinha tá aparecendo, se é velha, nova, calçolão. O que te importa mesmo é correr contra o vento e não estando nem aí se a calcinha aparece e quem dirá se você vai sofrer um acidente, pois a coisa mais próxima de acidente que você consegue pensar é ralar o joelho.

Aí você cresce e o calçolão começa a te incomodar. Suas amigas estão começando a abandonar as calcinhas cheias de desenho, confortáveis da infância. Mas aí como dizer pra sua mãe que a calcinha que ela compra não é mais maneira? Afinal como dizer pra sua mãe que você tá crescendo e que de certa maneira vai querer que alguém veja sua calcinha? Confuso e difícil, então você sai com as amigas e compra aquela calcinha mais "adulta", nem sabendo quando ela vai ser vista, mas ela passa a ser o seu segredo, meio que a prova da sua mudança, de saída de infância...

Aí você cresce mais ainda, e sua calcinha já foi vista por aí... E não por paramédicos (a não ser que você tenha um na sua lista rs). Você ainda tem aquele mix de calcinha fofa e confortável e umas adultas bem maneiras e começa a pensar um pouco no fato de não sair de calcinha velha por aí... Pois afinal de contas você não quer que ninguém te veja com uma calcinha velha e se forem os paramédicos (de fora da sua lista) melhor do que um boy que você está esperando mais é que veja sua calcinha mais maneira.

Você cresce um pouco mais e na verdade não compra mais calcinha, afinal você é adulta, então você compra lingerie. Lembra que no passado o trio de calcinhas da Tri-fil da Americanas tava ó show de bola, mas que agora essas são somente para "aqueles dias e olhe lá". E aí começa a saga da sua vida: vc QUER que alguém te veja com a sua melhor lingerie. Você se prepara, compra aquela rendada, super sexy, que dá pena de usar e que você tá querendo que ela seja vista, mas que no fundo você sabe que ela vai sair com uma velocidade que na verdade seria mais barato ter usado uma daquelas do trio...
E aí vem o pior minha amiga... Você faz todo esse preparo, esse investivento (sim, lingerie custa caro), e sabe o que acontece? NADA! Isso mesmo, nada! Pois os dias que você tá gata se achando a Gisele com a sua lingerie caríssima é o mesmo dia que os imprevistos acontecem e você não vai mostrar nada pra ninguém... Frustrante né? Sabe o que é mais? Você tá lá com a sua calcinha (sim calcinha) cor de pele que não combina absolutamente nada com o seu soutien e boom! É nesse dia minha amiga, nesse dia que você preferia sofrer um acidente do que mostrar sua calcinha, que você recebe aquela do nada: "Então, é hoje que...".
Você percebe então que que se dane a calcinha, calçolão, lingerie... Você quer mais é que ela suma da sua vida naquele momento...

Mas pra quê esse lenga lenga todo sobre calcinhas e similares? Lembra do 1o parágrafo? "A calcinha velha é o acidente têm toda uma metáfora por trás"? É isso, tudo isso pra te dizer que as coisas vão acontecer na sua vida quando você não planeja, não pensa. As coisas vão acontecer independente de qualquer coisa e quando você menos espera. Sou dessas de planejar as coisas, mas ando aproveitando os momentos calcinha velha que a vida proporciona, porque acho que cheguei nessa fase da vida! Mas é lógico que a lingerie tá lá, nem que seja só pra gente se sentir Gisele hahaha.

E sabe como esse papo começou? Hoje de manhã, quando coloquei uma calcinha e pensei que ela tava too much p mostrar pro tatuador que vai retocar uma tattoo minha que foi feita bem em um desses dias de bora aproveitar a vida...

Mas como dizia sua mãe: cuidado com a sua calcinha, você nunca sabe quando vai sofrer um "acidente"...